VAR no paredão!
Sempre que posso, troco ideias sobre futebol com dois amigos muito especiais: os irmãos Krause. Ontem, Gustavo alertou-me a respeito de uma matéria divulgada no GE, relatando a ameaça que paira sobre a arbitragem de vídeo na Inglaterra. O Wolverhampton propôs e os 20 clubes da Premier League votarão no próximo dia 06 de junho a retirada ou não do VAR, na próxima edição do Campeonato Inglês. Pra extinção ser aprovada, serão necessários que mais 13, das 19 outras equipes, votem favoravelmente à proposta. A argumentação dos dirigentes do Wolves baseia-se em alguns distúrbios provocados pela utilização do equipamento.
A interrupção descomedida, as interpretações equivocadas, e a “pequena melhora” na eficácia das decisões são os argumentos para a abolição do sistema no futebol inglês. Observe que estamos nos referindo a um dos equipamentos mais sofisticados dentre aqueles que são utilizados nas competições mundo afora. Diferentemente das máquinas disponibilizadas para os jogos no Brasil, lá existe uma tecnologia super avançada, que nos permite constatar, por exemplo, se um fio de cabelo está tirando a condição legal de um jogador numa avaliação sobre impedimento.
Uma cortina d’água nos permite fazer a interpretação com uma margem de erro beirando à zero. Mesmo assim, os ingleses questionam se vale a pena. Sinceramente? Seria um grande retrocesso. Por mais defensor que seja do futebol raiz, os olhos eletrônicos da Intel (empresa responsável pelas transmissões da PL, NBA, NFL) com 38 câmeras em 4K em cada jogo, ajudam, e muito, a evitar que uma grande injustiça aconteça em campo. A questão não está na tecnologia e sim no material humano escalado, sem o devido preparo, para usufruir corretamente dela